Agua tratada, mas até quando?
Técnicos lembram
que tecnologia melhora processos, mas não faz milagres
A CEDAE está concluindo
a implantação de um novo e moderno Centro de Controle Operacional (CCO) na ETA do
Guandu, incorporando uma série de novos equipamentos, tecnologias e sistemas de
monitoramento, de forma a garantir a qualidade da água tratada pelo Guandu
diante dos sistemáticos desafios impostos pela poluição crescente da água bruta
captada pela ETA.
Comandado pelo
engenheiro Júlio César Oliveira Antunes, o novo CCO vai permitir à ETA elaborar
diagnósticos “on line” de tudo que acontece no sistema, quer seja nos processos
unitários ou na eficiência da própria Estação. Segundo o engenheiro, através do
novo CCO, será possível também medir a eficiência do processo de cloração e
outras informações estratégicas, como identificar se a quantidade de matéria
orgânica que chega à ETA ultrapassou o limite máximo tolerável.
Júlio César Antunes
explicou ainda que, além disso, com os novos equipamentos, será possível
verificar a situação de cada item e equipamento que integra o processo de
tratamento da ETA, como vazão do rio Guandu, nível dos reservatórios, turbidez
nos filtros, PH da água coagulada, residual de cloro, teor de fluor etc. “Na
verdade, vamos ter todo o controle da água, não apenas na chegada, mas durante
todo o tratamento, desde o início do processo até o final. Dessa forma, cada
vez mais, a CEDAE vai estar monitorando a qualidade da água, que chega à população”,
explicou.
O CCO vai estar
também apto a gerar relatórios gerenciais, a partir de uma base de dados, que
servirão de ferramentas de trabalho na operação da estação, além de controlar a
qualidade da energia fornecida à ETA, para evitar oscilações que geram
problemas sérios ao sistema.
Segundo o diretor de
Produção e Tratamento da CEDAE o objetivo é aumentar ainda mais a eficiência da
ETA. Hoje, através de um moderno laboratório de análises, os técnicos recebem
água de cada ponto do processo de tratamento para controle biológico, dia e
noite, durante os 365 dias do ano. Assim, acompanham a água em cada fase –
coagulação, floculação, decantação, filtragem, cloração e correção de PH. Além
disso, no laboratório, um aquário alimentado com água natural do rio e peixes
de sua fauna - que servem de cobaias – ajuda a controlar a qualidade da água
bruta. Se houver alteração no ambiente do rio por produtos químicos, os peixes
se encarregam de dar o alarme. Provavelmente vão morrer, mas permitirão a
desativação imediata da estação, impedindo problemas à população. Além disso,
os produtos químicos recebidos na ETA também passam por análise prévia, para
garantir sua qualidade.
- Mais do que isso não se pode fazer. Dentro do que manda a boa técnica
e a boa norma nós estamos fazendo o possível, mas não sei até quando. Por isso,
bebo com tranquilidade, diante das câmeras, a água produzida pela ETA do
Guandu: Sei, acredito e garanto que é de boa qualidade”, concluiu Flávio
Guedes.
Quem são os técnicos que comandam o GUANDU
Flávio Guedes – Engenheiro Químico. Diretor de Produção
e Tratamento. 27 anos de Casa.
Dirceu Mafaldo – Superintendente. Engenheiro. Está no
Guandu desde a sua fundação.
João Benedito
Lorenzon – Assistente da
Superintendência. Engenheiro, começou sua carreira na estação.
Mauro Francisco
Secundo Dias (Maurão) –
Responsável pelo processo unitário de tratamento no laboratório. Químico, com
27 anos de “Casa”.
Leonel Fagundes – Operação da ETA. Químico, foi o responsável
pela maximização da operação da nova ETA.
Adriano Gama
Alves – Químico,
sanitarista, especializado em Meio Ambiente. Chefe de Divisão.
Márcio Antonio
Domeneque Santos –
Responsável pelo controle de qualidade do laboratório. Teve atuação importante
na crise recente enfrentada pela estação.
Eliane Branco
de Souza – Bióloga – Profunda conhecedora da
questão das algas. Tem alertado sobre esse problema na água bruta.
José onofre
Brandão – Divisão de
Operação e Manutenção (sistemas de energia elétrica).
Carlos Fernando
Lopes Monteiro (Pardal) –
Manutenção Eletromecânica.
Julio César
Oliveira Antunes –
Chefe do Centro de Controle Operacional. Responsável pelo controle e fornecimento
de informações às áreas operacionais.