Os riscos e prejuízos que a transferência do Sistema de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário de Niterói poderá trazer à população local será tema de um grande debate no dia 15 de março, às 18h, no Auditório da Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (AFEA), reunindo técnicos, representantes de entidades de classe, trabalhadores, associações de moradores e a população em geral. A iniciativa, que partiu da Aseac e de várias outras entidades, tem apoio do Conselho Regional de Engenharia (CREA-RJ), sindicatos dos Trabalhadores de Água e Esgotos de Campos e de Niterói, dos Engenheiros, da Federação Nacional dos Urbanitários, Sindicato dos Urbanitários, Sindicato dos Administradores, Associação Fluminense dos Trabalhadores de Água e Esgotos (AFTAE), Associação Fluminense de Engenheiros e Arquitetos (AFEA), Frente Nacional pelo Saneamento Ambiental e Movimento de Cidadania pelas Águas de Niterói. Participarão do debate o prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira; o secretário de Serviços Públicos do Município e presidente da Empresa Municipal de Águas e Esgotos (Emusa), José Carlos Mocarzel, além de vereadores, deputados e autoridades estaduais ligadas à área de saneamento.
Decisão irresponsável
Enquanto aguardam o pronunciamento da Justiça com relação ao problema, os técnicos, trabalhadores e representantes das entidades de classe decidiram iniciar um movimento no sentido de esclarecer a população sobre o processo e a inadequação da medida. Além de um folheto que está sendo distribuído à população mostrando os motivos que impediram a Cedae de realizar os investimentos necessários para ampliar o abastecimento de água à Região Oceânica, os sindicatos e entidades do setor têm mantido reuniões com as associações de moradores para discutir o assunto.
Jogo sujo
Embora a prefeitura de Niterói não tenha cumprido a ameaça de fazer valer “na marra o convênio assinado com o ex-governador e invadir, no dia 15 de fevereiro as unidades da Cedae em Niterói, a empresa Águas de Niterói, a concessionária, está jogando pesado. Numa clara tentativa de coagir a população, vem contatando as associações de moradores dos diversos bairros do município atendidos pela Cedae, oferecendo a cada uma delas 20 vagas na empresa, de serventes, serviços gerais etc. A concessionária alugou a casa de número 225 da rua Marques do Paraná - a mesma onde funciona a sede da Cedae - para inscrever candidatos, o que tem causado um certo prejuízo ao atendimento à população, pois a maioria dos interessados acaba procurando o endereço da Companhia estadual, em vez de ir ao número da “desconhecida” Águas de Niterói. Paralelamente, continua tentando retirar dos quadros da Cedae os técnicos de que necessita, com salários de cerca de R$ 5 mil, para operar o sistema local, confirmando sua falta de capacidade técnica para gerir os serviços, condição dispensada no processo licitatório.
A Aseac e o Sindicato de Trabalhadores de Niterói continuam aguardando um posicionamento da Justiça com relação ao pedido liminar impetrado pelo advogado Marcelo Cerqueira, para que o convênio assinado entre o governo passado e a prefeitura de Niterói seja anulado. Uma comissão de empregados da Cedae esteve com o ex-governador Leonel Brizola para expor a posição do prefeito de Niterói, considerada incoerente em relação à própria orientação do partido (PDT). Brizola se comprometeu a conversar com Jorge Roberto Silveira sobre o assunto.
... voltar